Olá pessoal!
Hoje, no primeiro post do blog, vou falar de um livro nacional que li há algum tempo e me surpreendeu bastante. Trata-se de "O Vilarejo", de Raphael Montes, um livro pequeno de suspense composto por sete contos ambientados em um vilarejo, com um enredo gigante.
Conheci "O Vilarejo" há um tempinho. Logo à primeira vista achei a capa bem legal, mas, como não tinha lido a sinopse, não tinha despertado o meu interesse. Meu segundo encontro com o livro foi enquanto passava despreocupada pelo feed do Instagram. Na hora, lembrei que já tinha visto aquele livro em algum lugar, e como tinha sinopse na legenda, acabei lendo. Não deu outra, minha curiosidade foi despertada na mesma hora e comecei a minha busca pelo livro no mesmo instante. Decidi começar o blog por ele, afinal, devemos sempre começar com coisas boas. Pois bem, vamos ao que interessa: sinopse e opinião.
Dados do livro:
Título: O Vilarejo
Autor: Raphael Montes
Ano: 2015
Edição: 1
Editora: Suma de Letras
País: Brasil
Número de páginas: 96
Gênero: Suspense / terror
Sinopse:
Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas.É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.
Sobre o autor:
Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Advogado e escritor, publicou contos em diversas antologias de mistério, inclusive na Playboy e na prestigiada revista americana Ellery Queen Mystery Magazine. Suicidas (Saraiva), romance de estreia do autor, foi finalista do prêmio Benvirá de Literatura 2010, do prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prêmio São Paulo de Literatura 2013.
Opinião sobre o livro:
Há tempos eu não lia um livro nacional, e há tempos eu não lia um livro nacional tão bom. Ultimamente tenho lido bastante suspense e terror, e confesso que sou viciada no gênero. Comecei a ler "O Vilarejo" com um pé atrás, devido a uma recente decepção com um livro que eu queria muuuuito ler, fiquei com medo de criar expectativas de novo e me decepcionar de novo. Mas não foi o que aconteceu. Comecei minha leitura em um início de tarde de domingo e só parei quando cheguei na última página; depois ainda precisei de um tempo para processar tudo o que tinha lido e recuperar meu fôlego. Sim, caros leitores, o livro te deixa sem fôlego, pelo menos eu fiquei.
Falando sério agora, o livro é narrado em terceira pessoa, apenas o prefácio e o posfácio são em primeira pessoa. São sete contos, todos ambientados no mesmo vilarejo, daqueles bem isolados, em que todas as pessoas se conhecem. Os contos são histórias independentes, podem ser lidos em qualquer ordem, mas todos mantém uma conexão, que é revelada no final, transformando tudo em um quebra-cabeça, em que cada conto representa uma peça. Mesmo sendo independentes, os contos despertam um certo vício e uma ansiedade no leitor, que deseja ler cada vez mais e descobrir o desfecho de tudo.
O final ou desfecho é surpreendente (final = todos os contos + posfácio - por favor, por tudo o que é mais sagrado para vocês, leiam o posfácio), do tipo que fica na sua cabeça por um tempo depois que você fecha o livro. Além disso, o livro possui ilustrações maravilhosas e assustadoras, que ajudam a causar um certo terror durante a leitura. Para alguns é mais aterrorizante do que para outros. Eu, particularmente, senti várias coisas durante a leitura - raiva, pena, tristeza -, mas não senti aquele medo imenso e nem perdi o sono; mas isso varia de pessoa para pessoa, nenhum livro ainda conseguiu me tirar o sono. Mesmo assim, devo alertá-los de que os contos têm um enredo pesado e perturbador, assim como as imagens. Mas no final, valerá a pena cada susto e todo o sono perdido.
Em resumo, o livro superou minhas expectativas; é envolvente, assustador e te faz pensar no que é real e no que é ficção. A narrativa é super bem construída, uma pena os contos serem tão curtos e o livro ser tão pequeno, mas acho que se não fosse assim, não seria tão impactante e não despertaria os mesmos sentimentos nos leitores, afinal, Raphael Montes sabe o que faz. Espero, do fundo do meu coração que o autor escreva sobre outros vilarejos ou sobre qualquer outra coisa que ele quiser no mesmo estilo, serei a primeira a ler. Já estou providenciando outros livros do Raphael para ler, que aliás, me foi muito bem recomendado e já faz parte da minha lista de escritores favoritos.
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